Espiral luminosa de partículas a formar o número seis sobre fundo preto.
A OpenAI apresentou o GPT-6 Astra, o seu mais recente modelo de fronteira focado em capacidades operacionais diretas no computador, programação e raciocínio científico complexo.
O sistema registou marcas históricas em testes de referência internacionais: obteve 98% no FrontierMath Tier 4, resolveu problemas matemáticos em aberto e alcançou 99,9% no teste ARC-AGI-3, superando a linha de base de eficiência de ação humana em 96% dos níveis avaliados.
No teste de cibersegurança ExploitBench, o modelo cravou uma pontuação de 100%, demonstrando competências sem precedentes tanto na defesa de infraestruturas digitais como na deteção autónoma de vulnerabilidades.
Execução autónoma e controlo direto de sistemas
O GPT-6 Astra foi desenhado para interagir diretamente com sistemas operativos através de rato e teclado virtuais, preenchendo formulários, atualizando sistemas de CRM e gerindo calendários sem supervisão constante.
Nas simulações de latência do padrão OSWorld 2.0, o Astra reduziu o tempo por tarefa em 47% face ao seu antecessor GPT-5.6 Sol, atingindo uma pontuação de 72,6% em cerca de 40 minutos, contra os 65,7% em 75 minutos da versão anterior.
Em conjunto com uma atualização da infraestrutura do Codex, o modelo executa tarefas no benchmark Mind2Web até 1,9 vezes mais depressa, analisando dados, gerando gráficos e executando testes de garantia de qualidade diretamente no navegador.
Comparação lado a lado entre o GPT-5.6 Sol e o GPT-6 Astra na criação de uma página web profissional.
Engenharia de software e retenção de contexto
No desenvolvimento de aplicações, o Astra consegue criar, alojar e partilhar plataformas web funcionais a partir de uma única instrução, mantendo consistência visual e lógica estruturada.
O sistema introduz um método para gerir sessões longas sem recorrer à compressão destrutiva de histórico no Codex: o Astra passa a guardar notas de trabalho que mantêm as janelas de contexto anteriores pesquisáveis para rever requisitos ou saídas de testes.
Nos testes práticos da ferramenta Devin, a integração do modelo reduziu até 20% o consumo de tokens em tarefas criativas e fluxos de trabalho avançados de engenharia de software.
Cibersegurança atinge patamar crítico
As capacidades do Astra levaram a OpenAI a classificá-lo no patamar «Crítico» do seu Preparedness Framework em matéria de cibersegurança.
Durante os testes no ExploitBench realizados com dados recentes de 2026, o Astra descobriu e explorou duas vulnerabilidades de dia zero (zero-day) totalmente desconhecidas, as quais foram reportadas aos respetivos programadores.
Em ambientes de teste sem restrições de produção, o sistema conseguiu obter execução remota de código arbitrário em navegadores protegidos e criar esquemas de escalada de privilégios em sistemas operativos reforçados.
Para mitigar riscos imediatos, o Astra bloqueará tarefas ofensivas avançadas, limitando a sua atuação de lançamento à auditoria segura de código e criação de correções defensivas, com acessos especializados a serem abertos mais tarde através do programa OpenAI Daybreak.
Custos e canais de distribuição
O acesso ao GPT-6 Astra já começou a ser distribuído a assinantes dos planos ChatGPT Plus, Pro, Business e Enterprise, estando desativado por omissão nas contas empresariais até configuração pelo administrador.
Os programadores podem aceder à versão gpt-6-astra através da API da OpenAI, bem como pelas plataformas Microsoft Azure e AWS Bedrock.
O preço de utilização da API situa-se nos 10 dólares por cada milhão de tokens de entrada e 50 dólares por cada milhão de tokens de saída, estando disponível uma modalidade de processamento rápido que duplica a velocidade mediante o dobro do custo padrão.


