O futuro imediato do Governo pode conhecer um novo rumo na tarde desta quarta-feira. O partido Chega agendou para as 16h30 uma declaração pública do seu líder a partir da sede nacional, em Lisboa.
O objetivo é claro: anunciar de forma definitiva se o partido avança ou recua com a apresentação de uma moção de censura ao executivo.
André Ventura, presidente do partido Chega.
O ultimato ao primeiro-ministro
A tensão política intensificou-se na última semana, quando André Ventura exigiu uma intervenção urgente do primeiro-ministro.
O alvo das críticas foi o ministro da Administração Interna. A atuação do governante foi classificada pela direção do Chega como tendo atingido um nível “grotesco” e absolutamente “inaceitável”.
Para evitar a moção de censura no Parlamento, o partido estabeleceu um prazo rigoroso para a resolução do problema. Esse ultimato terminou oficialmente na terça-feira.
A inclinação do líder do partido
Com o fim do prazo imposto, a direção reuniu-se para avaliar o cenário. Na noite de terça-feira, o próprio André Ventura revelou estar “mais tendente a avançar” com a iniciativa política que pode derrubar o Governo.
O silêncio do primeiro-ministro sobre o dossiê da Administração Interna acelerou o processo interno do Chega.
Todas as dúvidas serão desfeitas às 16h30, momento em que o partido confirmará a concretização formal do processo na Assembleia da República.

