Para a grande maioria dos portugueses, a caixa de Multibanco serve um propósito principal: levantar notas. No entanto, a plataforma nacional é um dos ecossistemas de pagamento mais avançados da Europa.
Uma rede com mais de 90 funcionalidades
Gerida pela SIBS, a entidade responsável pela infraestrutura, a rede Multibanco foi desenhada para centralizar tarefas burocráticas e financeiras. Atualmente, o sistema disponibiliza mais de 90 operações distintas.
Esta amplitude de opções de self-service ajuda a explicar a liderança tecnológica de Portugal no desenvolvimento de sistemas bancários de retalho.
Mobilidade simplificada
Portagens e títulos de transporte
Os condutores sem identificador Via Verde, bem como automobilistas estrangeiros de passagem pelo país, podem liquidar as taxas de pórticos de autoestrada diretamente num terminal Multibanco. O processo exige apenas a introdução da referência gerada para a matrícula.
A rede permite ainda carregar passes de transportes públicos de várias cidades portuguesas e adquirir bilhetes simples. O sistema elimina a necessidade de enfrentar filas nas bilheteiras das estações ou de instalar múltiplas aplicações nos smartphones.

Gestão de impostos e despesas domésticas
A máquina de Multibanco funciona, na prática, como uma extensão virtual das Finanças. Através de referências específicas emitidas pelo Estado, os contribuintes podem liquidar impostos e multas diretamente na caixa.
A opção para o pagamento de faturas de água, eletricidade e gás existe há décadas e continua a registar elevada procura. Muitas famílias portuguesas mantêm a rotina de gerir estas despesas mensais fixas no terminal do seu bairro.
Serviços administrativos ao virar da esquina
Além do clássico carregamento de saldo para telemóveis com tarifários pré-pagos, o Multibanco assume funções estatais que noutros países exigiriam uma deslocação aos serviços públicos. A emissão de licenças de caça e de pesca desportiva pode ser resolvida em poucos segundos perante o ecrã.
Esta integração administrativa reflete a estratégia original do sistema. A rede de rua foi construída para cortar deslocações físicas aos balcões do Estado, mantendo a sua relevância incontestável mesmo perante o crescimento exponencial do mobile banking.
